segunda-feira, 15 de agosto de 2016

SONHOS

"NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS! SE ELE ACABOU NUMA PADARIA, PROCURE EM OUTRA"!
(Aparício Torelly)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

NOVO BLOG

CONHEÇA O NOSSO NOVO BLOG DE ORAÇÕES EM MODELO NORMAL ECOS DA ERMIDA, MAIS FÁCIL DE ACESSAR QUE O AO LADO TEU

domingo, 8 de maio de 2016

HC-29- O MILIONÁRIO E O OPERÁRIO


O MILIONÁRIO E O OPERÁRIO
(Baseado numa poesia de Fidêncio Bogo)


Havia no interior um milionário que dominava a cidadezinha. Sua mansão tinha piscina, chafariz, jardins floridos, haras, um pequeno campo de futebol de salão e basquete, uma linga gruta dedicada a Maria, uma sebe florida como cerca. No interior da mansão havia vinte cômodos com vários banheiros, incluindo salão de festas.

O milionário e sua esposa milionária eram excêntricos, orgulhosos, vaidosos. Tinham uma empregada que há muito tempo os servia, junto a outros tantos que não conseguiam, como ela, ficar muito tempo ali.

A dona Eustáquia, a empregada, era casada com o sr. João, operário de uma fábrica pequena do local. Ganhavam pouco, pois o dono da fábrica era o milionário, e pagava pouco, tanto lá como aos da casa.

O Sr. João usava seu 13º salário, que naquele tempo (anos 60) se chamava “abono de Natal” e não era um salário total, como hoje, para comprar chocolates e castanhas para seu filho Ricardo e sua filha Lúcia. Eram adolescentes e aguardavam com ansiedade o único dia do ano em que comiam coisas gostosas e ganhavam presentes.

Os anos se passaram, Ricardo e Lúcia cresceram tendo várias carências em seus desenvolvimentos, devido à alimentação deficiente.

Chegou o Natal daquele ano em que Ricardo completaria 19 anos e Lúcia 17. Seria o último Natal com o pai. De fato, o Sr. João faleceu em março do ano seguinte, num acidente, na fábrica, em que também morreu o milionário.

A viúva do sr. João não tinha onde enterrar o marido, e pediu à milionária, que deu uma cova rasa ao lado do rico mausoléu em que enterrara o esposo, com mármore de Carrara.

Os dias se passaram. A viúva do operário, ainda trabalhando com a milionária, levava, a seu pedido, semanalmente, flores para o milionário. Ela jogava as flores murchas na cova rasa de seu marido, ajeitando-as com carinho, pois não tinha dinheiro para colocar ali flores frescas.

O tempo passou, a viúva rica casou-se novamente, e a viúva do Sr. João, D. Eustáquia, se aposentou. Parou de ir assiduamente ao cemitério. Ia só no dia de finados. No ano seguinte ao que havia parado de levar as flores ao túmulo do milionário, teve uma surpresa maravilhosa: as flores secas que ajeitara na cova do operário lançaram sementes ali e brotaram, enquanto que o túmulo chique do milionário ainda estava com as últimas flores ali colocadas no ano anterior, já secas.

O túmulo do sr. João, de terra batida, estava florido com flores vivas e diversificadas, ao passo que o túmulo marmorizado do milionário, todo empoeirado, só mostrava algumas flores secas, irreconhecíveis.
Vejam agora a poesia que fiz sobre o assunto:
                             escrita em 1977

Ele era um operário,
mãos calejadas,
sorriso forçado,
semblante de fome,
alma angustiada,
mãos que se feriam,
em todos os espinhos da vida,
para dar o lucro
ao patrão ganancioso.

Este era o milionário,
mãos delicadas,
sorriso abundante,
olhar triunfante,
semblante ofegante,
alma "consolada",
mãos que se abriam,
e só para isso se abriam,
para receber os lucros
do pobre operário.

Um dia, a morte.

O milionário, enterrado em tumba rica,
de primeira classe,
de ouro e mármore,
ao lado da cova fria,
de terra batida,
de chão pisado,
de areia cuspida,
do operário.

E a viúva do operário,
"escrava" da viúva do milionário,
limpava a tumba rica,
e continuava,
dia após dia,
a levar flores
para a tumba do milionário.
Para seu marido, entretanto,
coitado!
Só podia continuar pondo os espinhos
e as flores murchas
da tumba do milionário.

Os meses se foram,
a vida passou,
a viúva rica novamente se casou,
e a tumba rica foi esquecida.

As flores da tumba do milionário murcharam.

Mas, na cova pobre,
do operário,
de terra batida,
de terra cuspida,
Oh! maravilha!
As sementes das flores murchas
encontraram terra boa,
estercada pelos espinhos do patrão,
e floresceram.

Na tumba rica, entretanto,
-o ouro se gastou
-o mármore se quebrou
-as flores secaram!
E dali para frente,
sempre se via,
-flores vivas para o operário,
-flores mortas para o milionário

esta é de 2015
No cemitério, uma tumba rica,
do milionário,
ao lado de uma cova fria,
do operário.
Na tumba rica, flores vivas,
Na cova fria, as flores murchas,
ali jogadas,
pela viúva milionária.

Os anos se passaram,
A viúva se casou,
Vida nova começou,
A tumba foi esquecida,
As flores vivas murcharam.

Na cova fria,
de terra batida,
do operário,
as sementes das flores ali jogadas
germinaram.

Que bela visão!
Na tumba rica, imponente,
flores secas do milionário.
Na cova viva, tão simples,
agora um canteiro de flores vivas,
do operário.


(Teófilo Aparecido; baseada numa poesia de Fidêncio Bogo).

HC-28- O IRMÃOZINHO PRESO


 20/04/16- 
Os Irmãozinhos de Jesus são um grupo de homens que vivem a pobreza segundo a concebeu o Beato Irmão Carlos de Foucauld. Por causa dessa pobreza radical, têm poucos seguidores.

Um deles, francês erradicado no Brasil, no Nordeste, vivia entre os mendigo de rua, confortando-os, ajudando-os, animando-os, lutando com eles para que não desanimassem nem perdessem o sentido da vida.

Certo dia foi preso, acusado de vadiagem. Ele nem sabia o porquê. Acharam que ele era traficante ou coisa desse tipo. O Irmãozinho de Jesus entrou na prisão da delegacia, onde havia outros tantos na mesma cela.

Que tristeza sentiu ao ver as condições em que estavam! Logo começou a puxar conversa com eles, a lhes confortar. Num dado momento sentou-se num canto da cela e colocou-se em oração profunda, contemplativa.

Isso os tocou profundamente. Quando o Irmãozinho voltou ao convívio, eles é que foram falar com ele, pois perceberam que ali estava um homem de Deus, percebiam nele muita segurança e paz.

Muitos eram analfabetos, e todos tinham histórias parecidas: infância vivida em lugares imorais, filhos de prostitutas, outros, nascidos em lugares insalubres, sujos, quase sem condições de vida. Ele pensou: “Se eu tivesse nascido num ambiente desses, talvez fosse pior do que eles”!

O Irmãozinho começou a lhes falar do amor de Deus e ao próximo, da amizade, do relacionamento fraterno, da luta contra o ódio, contra o sentimento de vingança, contra a violência. Falou-lhes da paz e das maravilhas que poderiam perceber no amor de Jesus e Maria.

No dia seguinte, de manhãzinha, abriram a cela e o chamaram: o colega de congregação do Irmãozinho trouxera seus documentos e mostrou ao delegado a situação evangélica deles. O delegado disse-lhe que ele poderia voltar para casa. Estava livre!

O Irmãozinho olhou para a porta da rua, olhou para o interior da delegacia, e não pensou duas vezes: pediu para ficar mais dois dias com os presos, para “terminar o papo”. E o delegado permitiu. ele saiu de lá dois dias depois, sorridente e satisfeito por ter partilhado aquele sofrimento com os presos e dado a eles uma esperança de vida nova.

Uma coisa, porém, é certa: aqueles pobres coitados nunca mais foram os mesmos. Que pena me dá não poder acompanhar suas histórias, o que aconteceu com eles, como viveram a vida pós-prisão! Tenho certeza, entretanto, que não foram as mesmas que seriam se eles não tivessem se encontrado com esse santo homem.


Infelizmente eu me esqueci do nome dele, mas sei que faleceu com mais de 80 anos, a maior parte dedicada aos irmãos sofredores!

SANTOS DEVANEIOS 19-


 12/04/16- NÃO TENTAR A DEUS

O que é, realmente, tentar a Deus? Diz Mateus 4,7: “Respondeu-lhe Jesus (ao diabo): ‘também está escrito: não tentarás ao Senhor teu Deus”. Jesus disse isso ao maligno quando esse lhe pedira para atirar-se do alto do Templo, que Deus mandaria anjos para segurá-lo e nada lhe acontecer.

Essa citação é do Deuteronômio 6,16: “Não tentarás o Senhor teu Deus como o tentaste em Massa”. Em Massa, Moisés batera duas vezes na rocha para obter água, e alguns dizem que é por isso que ele foi castigado em não entrar vivo na Palestina. Ele deveria ter batido uma só vez, demonstrando, assim, a confiança em Deus. Mas outros falam que Moisés foi castigado porque o povo não quis entrar em Canaã, negando, desse modo, o poder de Deus e o estariam tentando. (Também Êxodo 17,2.7 e Números 14,22).

Em Atos 15,10: “Agora, pois, por que tentais a Deus, impondo ao pescoço dos discípulo um jugo que nem nossos pais nem mesmo nós pudemos suportar”?
A Bíblia de Jerusalém diz:

“Tentar a Deus é intimá-lo a dar provas, exigindo uma intervenção ou um sinal”.
Eis as citações:

Atos 5,9: A história de Ananias e Safira, que pretenderam enganar, por meio dos Apóstolos, o Espírito Santo, presente entre os irmãos, aos quais eles mentiram.

Judite 8,11-17: Se Deus não os atendesse, eles iriam entregar a cidade aos inimigos. Vers. 15-17: “Se Deus não quer nos socorrer em cinco dias, ele tem poder para fazê-lo no tempo em que quiser, como também pode destruir os nossos inimigos! Não se encurrala a Deus como um homem, nem se pode submetê-lo como a um filho do homem. Por isso, esperando pacientemente a salvação dele, invoquemo-lo em nosso socorro. Ele ouvirá nossa voz, se for de seu agrado”.

Também Sabedoria 1,1-2: “Deus se deixa encontrar por aqueles que não o tentam, ele se revela aos que não lhe recusam a fé”.

Eu acho que ficou bem claro! Tentar a Deus é exigir que Ele nos faça algum bem, algum milagre, é achar que Ele tem obrigação de nos dar este ou aquele milagre.

Deus faz o que bem entender, nos ama apaixonadamente e está pronto para nos atender, mas do jeito e no tempo que Ele desejar. Diz Efésios 3,20,que Deus é poderoso para realizar por nós, em tudo, muito além, infinitamente além do que pedimos ou pensamos.

Disse bem Judite, no texto citado, que devemos invocá-lo e esperar pacientemente sua intervenção, no tempo e do modo como ele desejar.

O que pensar dos que “determinam” a graça de Deus, como se vê em algumas religiões (por exemplo, o R.R. Soares) e mesmo em alguns grupos da Igreja Católica (como alguns da RCC)?

SANTOS DEVANEIOS 18


 09/04/16- A AMIZADE
Meu grande amigo, G.B.D., boliviano, morreu hoje, sábado, dia 09/04, de manhã. Tinha 76 anos.

Gostava de cantar. Estava preocupado porque não conseguia dar os agudos que sempre deu, e até foi ao médico. Infelizmente, morreu de um dia para o outro. Ficou doente há alguns dias, foi ao hospital, mas o mandaram de volta. Pensa-se que seja do coração.

Em janeiro eu copiei da internet (ele não sabia mexer com isso) algumas músicas: Granada, El Ruiseñol, Boemia, El Pastor, e outras desse gênero. Ele nem teve tempo de usufruir das letras!

Em nossas conversas, falava-me de sua juventude como guerrilheiro na Bolívia e países vizinhos. Como sobrevivera no sertão, sem comida, alimentando-se de bichinhos e insetos, e sem água.

Às vezes cantávamos juntos, caminhando na praça. Não morava com a família, mas tinha esposa e uma filha, já adulta. Quase não se viam, pois era separado da esposa.

Sempre me animava: ”Coragem! As coisas vão melhorar! Ânimo! Faça exercícios físicos!

Ele comia de marmita, comprada de um tipo de restaurante e me levava a carne de frango, quando vinha: detestava comer frango. Para compensar, eu levava pão para ele, de vez em quando.

Enviou, no ano passado, um HC ao Tribunal Superior de Justiça, pedindo para tornar hediondo os crimes feitos pelos políticos, sobretudo de roubo e desvio de dinheiro. Pediu para alguém colocar na internet, e soube estar com muitas assinaturas.

Há alguns dias reclamou de dores nos rins e no corpo. Como já disse, foi ao hospital, mas nada encontraram nele. O médico fez uma bateria de exames, cujo resultado não deu tempo para ele receber.

Hoje de manhã, às 6 horas, fui visita-lo, pedi a bênção de Deus para ele e que Deus perdoasse todos os seus pecados. Em seguida fui fazer a minha Hora Santa diária e nem havia ainda terminado, quando soube que havia falecido. Fiquei agradecido a Deus por ter dado tempo de absolvê-lo de seus pecados.

Diz a bíblia que há amigos mais queridos que um irmão (Provérbios). Esse foi um deles. Senti muito sua morte, mas ainda “não caiu a ficha”. Nos próximos dias sei que vou sentir mais do que hoje sua falta. Entretanto, apesar de estar longe da família, ele morreu em paz, sem nenhuma ou quase nenhuma dor. Uma senhora vizinha dele é quem descobriu que ele estava morto, ao levar-lhe um pouco de café com leite e pão para o café da manhã. O corpo vai ser levado para outro Estado, onde sua família mora. Sua filha o vira no Natal.

Para quem ama a Deus e ao próximo, para quem luta pela liberdade, como ele lutou quando jovem, lá na Bolívia, a morte é tranquila, é como um sono, é uma passagem. O Gastón, decerto, vai rogar por mim, seu amigo, a Deus. Que ele já esteja no paraíso! É bom termos amigos verdadeiros, pois sem eles, a vida é tão vazia!

Eu acabara de escrever uma poesia quando resolvi escrever também este “devaneio”. Eis a poesia, e uma que eu já havia escrito, sobre a amizade:
- 09/04/16

MEU AMIGO GASTÓN (76 a)

Meu amigo acabou de morrer,
sua alma deve estar no céu!
Ele, que sempre soube viver,
sempre viveu “ao léu”.

Lutou pela liberdade,
boliviano guerrilheiro exemplar,
mestre da caridade,
amigo que sempre vou amar!

Pela manhã o visitei,
ele estava desanimado.
Com muita fé o abençoei
e pedi que Deus perdoasse seus pecados.

Voltei para casa amargurado,
uma hora depois, o desenlace!
Ouvi no fone, em tom marcado:
“Gastón morreu! Serenou-se sua face”!

Granada, El Ruiseñol,
você cantava no capricho!
Junto às cores do arrebol
nos agudos ou no “cochicho”.

Gastón, meu sempre amigo,
abrace Jesus por mim,
que ele seja sempre nosso abrigo,
um dia estarei aí, enfim!


MEUS AMIGOS

Não sei quantos amigos eu já tive,
não sei quantos ainda me restam,
apenas um ou outro ainda vive,
presentes quando as “ondas se encrespam”

Amigo verdadeiro é Jesus,
desceu das mordomias do céu,
nasceu para morrer numa cruz,
livrou-nos o do inferno fogaréu!

Amigo verdadeiro nos ama,
ajuda-nos a viver numa boa!
Ao ver-nos na sarjeta nos chama,
de ouvir-nos chorar, não enjoa.

em sua homenagem, eis as músicas que eu havia copiado para ele: 
Granada, tierra soñada por mí
Mi cantar se vuelve gitano cuando es para tí
Mi cantar hecho de fantasía
Mi cantar flor de melancolía
Que yo te vengo a dar
Granada
Tierra ensangrentada
En tardes de toros.
Mujer que conserva el embrujo
De los ojos moros
Te sueño rebelde y gitana
Cubierta de flores
Y beso tu boca de grana
Jugosa manzana
Que me habla de amores

Granada manola
Cantada en coplas preciosas
No tengo otra cosa que darte
Que un ramo de rosas
De rosas de suave fragancia
Que le dieran marco a la virgen morena

Granada
Tu tierra está llena
De lindas mujeres
De sangre y de sol

EL RUISEÑOR
Una vez un ruiseñor
Con las claras de la olora
Quedó preso de una flor
Lejos de su ruiseñora
Esperando su vuelta en el nido
Ella vio que la tarde moría
Y a la noche cantándole al río
Medio loca de amor le decía

¿Dónde estará mi vida?
¿Por qué no viene?
¿Qué rosita encendida me lo entre tiene?

Agua clara que caminas
Entre juncos y mimbrales
Dile que tienen espinos
Las rosas de los rosales
Dile que no hay colores que yo no tenga
Que me muero de amor
¡Dile que venga!

EL PASTOR
Va el pastor con su rebaño
Al despuntar la manaña
Bajando por el sendero
De la sierra a la pradera

Va musitando sus quejas
Con su flautín de carrizo
Seguido por sus ovejas
Como si fuera un hechizo

El flautín
Del pastor
Ay, ay, ay
Canta así

El pastor ya va de vuelta
Pués el sol se está ocultando
Va subiendo por la cuesta
Para guardar su rebaño

Con su flautín va llamando
Una a una sus ovejas
Y les va comunicando
Sus goces y sus tristezas

El flautín
Del pastor
Ay, ay, ay
Canta así

LA BAMBA

Para bailar la Bamba
Para bailar la Bambapara bailar la bamba,
para bailar la bamba,
se necesita una poca de gracia.
una poca de gracia pa mi pa ti.
arriba y arriba
y arriba y arriba, por ti sere,
por ti sere.
por ti sere.

yo no soy marinero.
yo no soy marinero, soy capitan.
soy capitan.
soy capitan.
ba-ba-bamba,
ba-ba-bamba,
ba-ba-bamba,
ba...

para bailar la bamba,
para bailar la bamba, se necesita
una poca de gracia.
una poca de gracia pa mi pa ti.
arriba, arriba.
r-r-r-r-r, ja! ja!
para bailar la bamba,
para bailar la bamba,
se necesita una poca de gracia.
una poca de gracia pa mi pa ti.
arriba y arriba
y arriba y arriba, por ti sere,
por ti sere.
por ti sere.
ba-ba-bamba.
ba-ba-bamba.
ba-ba-bamba

Se necesita una poca de gracia
Una poca de gracia
Pa mi y pa tiv Ahi arriba ahi arriba
Ahi arriba ahi arriba
Por ti sere
Por ti sere
Yo no soy Marinero
Yo no soy Marinero
Soy Capitan soy Capitan
Bamba Bamba Bamba Bamba
Bamba Bamba Bamba
Para bailar la Bamba
Para bailar la Bamba
Se necesita una poca de gracia
Una poca de gracia
Pa mi y pa tiv
Ahi arriba ahi arriba
Para bailar la Bamba

BOEMIA
Boemia
Aqui me tens de regresso
E suplicante eu te peço
A minha nova inscrição
Voltei
Pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria
Me acompanha o meu violão
Boemia
Sabendo que andei distante
Sei que esta gente falante
Vai agora ironizar
"Ele voltou,
O boêmio voltou novamente,
Partiu daqui tão contente,
Porque razão quer voltar?"
Acontece
Que a mulher que floriu meu caminho
De ternura meiguice e carinho
Sendo a vida do meu coração
Compreendeu, e abraçou-me dizendo a sorrir
"Meu amor você pode partir
Não esqueça o teu violão
Vá rever
Os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em novas serenatas
E abraçar teus amigos leais
Vá embora
Pois me resta o consolo e a alegria
Em saber que depois da boêmia
É, de mim, que você, gosta mais".

GALOPEIRA

Foi num baile em assuncion
Capital do Paraguai
Onde eu vi as paraguaias
Sorridentes a bailar

Sob o som de suas guitarras
Quatro guapos a cantar
Galopeira, galopeira
Eu também entrei a dançar

Foi num baile em assuncion
Capital do Paraguai
Onde eu vi as paraguaias
Sorridentes a bailar

Sob o som de suas guitarras
Quatro guapos a cantar
Galopeira, galopeira
Em também entrei a dançar, galopeira
Nunca mais esquecerei, galopeira

Pra matar minha saudade
Pra minha felicidade Paraguaia, eu voltarei
Pra minha felicidade Paraguaia, eu voltarei

MALAGUEÑA

Que bonitos ojos tienes
Debajo de esas dos cejas
Debajo de esas dos cejas
Que bonitos ojos tienes

Ellos me quieren mirar
Pero si tu no los dejas
Pero si tu no los dejas
Ni siquiera parpadear
Malagueña salerosa

Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera
Malagueña salerosa
Y decirte niña hermosa

Que eres linda y hechicera
Que eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa
Como el candor de una rosa

Con tus ojos me anunciavas
Que me amavas etiernamente
Que me amavas etiernamente
Con tus ojos me anunciavas

Ingrata me traicionava
Quando de ti estaba alcente
Quando de ti estaba alcente
De mi pación me burlaba

Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera
Malagueña salerosa
Y decirte niña hermosa

Que eres linda y hechicera
Que eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa
Como el candor de una rosa


SANTOS DEVANEIOS 17


- 06/04/16-
A FLOR; NOSSOS FRUTOS

Eu vi hoje algumas flores de vários tipos, e veio-me à mente que elas não têm consciência da própria beleza nem do seu perfume. Embelezam e perfumam sem saber disso. Como as plantas são misteriosas! Onde está o seu centro “nevrálgico”? Onde estão armazenados os dados de suas características? Como sabem a época de florescer, de dar frutos, sementes? Como algumas chegaram ao sistema tão prático de se alastrarem, como aquelas que expelem sementinhas com algodão que flutuam no vento?

É claro que a crença em Deus como Criador e mantenedor do mundo e da natureza facilita nossa compreensão. Entretanto, sabemos que as flores e plantas têm uma vida própria, e tudo do que precisam para sobreviver está em alguma parte dela, que eu não sei onde.

Comparei conosco. Nós sabemos de onde vêm os nossos pensamentos, ações, reações, mas muitas vezes não tomamos conhecimento da boa ou da má irradiação que exercemos sobre os outros.

Os humildes não se dão conta do bem que fazem aos outros. Às vezes alguém lhes fala sobre isso, mas eles desconversam e não acreditam!

A graça de Deus nem sempre é percebida pela pessoa que a reflete. Muito do bem que fazemos nunca dele ficamos sabendo.

Infelizmente, o mesmo ocorre coo mal. Nós, muitas vezes, não percebemos as barbaridades que fizemos por meio do nosso comportamento.

O Beato Carlos de Foucauld acreditava muito na irradiação de nosso cristianismo às demais pessoas ao redor, e dizia que devemos não só proclamar o evangelho com as palavras, mas gritá-lo com a vida.

Pregar o evangelho com a própria vida é justamente promover essa “irradiação” positiva de que quase não tomamos conhecimento.

Eu fiquei sabendo, nestes últimos anos, por exemplo, de resultados positivos de coisas que fiz ou falei há 30 anos. Coisas esquecidas por mim, mas captadas e praticadas por outras pessoas.

Isso é cativante e estimulante! Passamos a tomar mais cuidado com o que falamos e fazemos, sabendo que isso pode causar boas ou más impressões.

Eu penso que, se formos humildes, poderemos procurar saber quais as reações negativas que nossas palavras e atos causaram nos nossos circunvizinhos e ouvintes.

Ao tomarmos conhecimento, queimarmos o que é nocivo e alimentarmos o que é útil.

Jesus contou a parábola do joio e do trigo. Em vez de dizermos: “ Eu sou o trigo e você é o joio”, digamos sempre: “ eu e você somos, ao mesmo tampo, joio e trigo; rezemos um pelo outro para nos tornarmos mais trigo que joio”!

Sei que essa atitude nos trará muita paz!